quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Encalhe filhote de cachalote pigmeu na Baia da Traição






Na noite do último domingo (18/01/2015), a equipe do Projeto Viva o Peixe-Boi Marinho - conduzido pela Fundação Mamíferos Aquáticos (FMA) e patrocinado pela Petrobras, através do Programa Petrobras Socioambiental - foi informada sobre um possível encalhe de golfinho na localidade de Prainha, na Baía da Traição, litoral norte da Paraíba. A ocorrência foi registada pelo 3ºBatalhão de Bombeiro Militar da Paraíba, que realizou o deslocamento do animal até a Barra de Mamanguape, onde está localizada a unidade da FMA. Ao chegar ao local, foi constatado que na verdade se tratava de um filhote de cachalote pigmeu. O animal estava com arranhões pelo corpo, provavelmente devido ao contato com as pedras na área de arrebentação (local em que foi encontrado pelos bombeiros). O filhote também apresentava marcas de mordida de tubarão charuto.



Após a realização dos primeiros procedimentos de atendimento, a equipe da FMA seguiu de veículo com o animal para o Centro Mamíferos Aquáticos (CMA), localizado na Ilha de Itamaracá, onde o filhote receberia cuidados especiais. No trajeto, para evitar a dessecação, o animal foi umedecido com água do mar com o auxílio de uma toalha, sendo observada a respiração e demais reações. A equipe do CMA foi acionada pelo médico veterinário da Fundação João Carlos Gomes Borges e estavam no aguardo da chegada do animal no centro de reabilitação em Itamaracá. Infelizmente, no caminho, considerando a situação debilitada que o animal encontrava-se, o animal parou de respirar, chegando sem vida no CMA. A carcaça foi congelada para conservar seu estado e posteriormente ser submetida à de necropsia pela equipe do CMA para determinar a possível causa morte.


Fonte: FMA

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

FÁBRICA DE RIO TINTO ESTÁ VOLTANDO A FUNCIONAR DEPOIS DE 25 ANOS FECHADA




A velha fábrica de tecidos Rio Tinto, que já teve períodos com mais de 10 mil empregados e que fechou em 1990, está voltando a funcionar com o nome de Rio Tinto Têxtil SA. Pelo menos 40 empregados já estão trabalhando em serviços de montagem e manutenção de prédios e a previsão é de gerar entre 200 e 300 empregos nos próximos meses.

A notícia já toma conta da cidade e neste final de semana foi confirmada por um dos herdeiros, Nilson Lundgren. Nilson é filho de Artur Lundgren que, juntamente com o irmão João Frederico (fundador da fábrica e homenageado com uma estátua na praça principal da cidade) comandou as ações do Grupo Lundgren no Brasil, depois da morte do pai, o sueco Herman Lungren.

Fonte: http://riotintopb.blogspot.com.br/

Preservação do peixe-boi em Rio Tinto é tema de reportagem do programa Terra da Gente



Quando o dia amanhece, começa também a rotina de seu Biruca. Ele percorre a pequena vila de pescadores rumo à beira do mar. Antigamente fazia esse mesmo caminho para pegar o barco e ir atrás de peixe. Agora a missão é outra: o destino é um ponto de observação no alto da duna. O local de trabalho de seu Biruca tem vista para dar inveja a qualquer um. Os olhos claros parecem refletir a paisagem pintada de verde e azul pela natureza. Mas o que ele procura são pequenas manchas escuras na água: os peixes-bois.

O peixe-boi-marinho está entre as espécies mais ameaçadas do Brasil. A Barra do Mamanguape, litoral norte da Paraíba, é o local onde ele está protegido. Isso só é possível pelas ações do Governo, de ONGs e de nativos, como o seu Biruca. Ele cresceu convivendo com o bicho, conhece o comportamento dele e fornece informações valiosas para o monitoramento da espécie.





Mas nem sempre foi assim… No passado o peixe-boi era inimigo do pescador. O bicho era caçado para servir de alimento. A consciência começou a mudar depois que a Barra do Mamanguape virou área de proteção ambiental e ganhou uma base da Fundação Mamíferos Aquáticos, uma ONG que desde 1989 pesquisa e protege o peixe-boi.

Vendo de cima dá para entender melhor como o lugar é especial. O rio Mamanguape deságua no mar formando um estuário de águas tranquilas e com muitas plantas aquáticas. Tudo é cercado por um imenso cordão de recifes, uma barreira natural que protege a área de ponta a ponta. Serve para quebrar as ondas fortes que vêm do alto-mar. E aí o peixe-boi encontra o lugar ideal para viver.

O trabalho do seu Biruca é observar quantos animais vivem no estuário, para onde estão indo e se existe algo de anormal. O TG monta uma força tarefa para encontrar os peixes-bois. Juntam-se à missão uma equipe da Fundação Mamíferos Aquáticos, o seu Biruca e o pessoal do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela área de proteção. Eles usam uma antena e um receptor para captar o sinal de dois animais que carregam um dispositivo de localização. O grupo chega a uma praia para ver se, do alto, recebem algum sinal do bicho. A experiência dos nativos indica que ele saiu do mar e foi para o rio. O peixe-boi faz isso quando precisa beber água doce. E é para lá que segue a equipe.

A água está muito turva. É praticamente impossível enxergar o peixe-boi da superfície. A sorte é que o localizador tem uma boia. Logo um deles é encontrado. É um momento incrível! Assim que percebe a presença dos cuidadores, o peixe-boi se aproxima do barco. É um animal extremamente dócil.

O veterinário da Fundação Mamíferos Aquáticos explica que ele encalhou quando era filhote, cresceu em cativeiro e depois foi solto. Por isso não tem medo do homem. O mais incrível é que é um animal que está livre para ir para qualquer lugar, qualquer praia ou região, mas prefere ficar ali.

O peixe-boi tem esse nome porque gosta de um tipo de capim que cresce debaixo d´água. Um adulto pode comer até 60 quilos por dia. E como todo mamífero, precisa respirar fora d´água. Uma das maiores causas de acidentes com os peixes-bois são as colisões com barcos e outras embarcações. O animal que aparece para a equipe do TG é o Puã. Uma hélice de motor o atingiu no dorso e ele está sendo tratado por causa disso, toma remédio e vitaminas na seringa. Mas para convencê-lo é preciso disfarçar a medicação com pedaços de beterraba. É um menino, de 300 quilos. E, em pleno desenvolvimento, pode chegar a 600 quilos. Com o trabalho de conscientização, surge uma nova geração que sabe cuidar e proteger o peixe-boi.

Não se sabe exatamente quantos peixes-bois-marinhos existem no litoral do Nordeste, mas o último censo contou mais de mil. Acredita-se que a maior população esteja na Barra do Mamanguape. É por isso que a fundação incentiva atividades que não prejudiquem o ambiente do bicho, como, por exemplo, a extração artesanal de mariscos sem o uso de equipamento que arranquem as plantas aquáticas.

Na sede da eco-oficina as mulheres aprenderam a confeccionar o peixe-boi de pelúcia. É uma nova fonte de renda que também ajuda a conscientizar sobre a importância da espécie. Na Barra do Mamanguape o peixe-boi é mais que um morador. É um símbolo que todos fazem questão de preservar.


Da redação

Terra da Gente

Marisqueiras da Barra do Rio Mamanguape (PB) foram destaque no Programa Terra da Gente



As mulheres marisqueiras da Barra do Rio Mamanguape (PB) foram destaque no Programa Terra da Gente, da TV Globo, neste fim de semana. A equipe de reportagem acompanhou o processo da catação do marisco, desde a ida ao local de extração do molusco até a preparação do alimento. O empadão de Dona Aparecida agora é conhecido nacionalmente!


A Fundação Mamíferos Aquáticos desenvolve um trabalho socioambiental junto às mulheres marisqueiras da região. É o "Projeto Sou Fruto do Mar: Construindo Novas Possibilidades", que conta com o apoio da Fundação SOS Mata Atlântica, por meio do Fundo Costa Atlântica. Para conferir a matéria sobre as marisqueiras e a receita do empadão de marisco, acesse: